SABESP: mais de 30 anos construindo a história do saneamento básico no Estado de São Paulo

1973 a 1979

Em 1970,o índice de mortalidade infantil em São Paulo é alarmante: 81,3 por mil crianças nascidas vivas.

Três anos depois esse índice alcançava 87 crianças que morriam em cada grupo de mil, antes de atingirem o primeiro ano de vida.

Em junho de 1973, a Assembléia Legislativa promulga a Lei 119 que cria a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - Sabesp, resultado da fusão das empresas Comasp, Sanesp, Saec, Fesb, SBS e Sanevale.
A publicação dos atos constitutivos da nova empresa acontece em 1º de novembro de 1973.

Com a missão de planejar, executar e operar serviços de saneamento em todo o território do Estado de São Paulo, a Sabesp começa sua história durante o auge do milagre econômico brasileiro.
Os investimentos da Sabesp na década de 70, foram voltados para a construção de grandes obras para levar e ampliar o abastecimento de água através do PLANASA - Plano Nacional de Saneamento.

A expansão rápida da empresa em todo o Estado, assumindo a concessão em vários municípios, mudava a vida das pessoas, garantindo um serviço de qualidade para a população.

Nos anos 70, a atuação da Sabesp destaca-se pela: inauguração do Sistema Cantareira ; média de oito municípios por mês entregando seus serviços para a Empresa sendo o primeiro, Botucatu; entrega do emissário submarino à cidade de Santos; aprovação do Plano Diretor Sanegran, para consolidação dos sistemas de esgotos na Região Metropolitana de São Paulo e, campanhas como: "Água, saber usar é não desperdiçar".

Em 1978, o índice de mortalidade infantil na Capital havia baixado para 70,6 por mil crianças vivas.

1980 a 1989

A abertura política na década de 80, muda o enfoque no tratamento das questões ambientais. Institui-se os conselhos do meio ambiente e a consolidação da legislação de controle da poluição. Por outro lado, cessam os investimentos em saneamento básico e habitação mas, não em energia.

Na década de 80 foram criados os programas: Same, Sanin e Sanebase , buscando implantar na RMSP e no interior do Estado, projetos para ampliação de redes de água e esgotos.
Há uma polêmica quanto a eficácia da adição do flúor na água tratada, processo que a Sabesp iniciava em 1984 ,e que se consolidou como um avanço na prevenção da saúde bucal levando benefício a mais de 13 milhões de pessoas.

Em 1986, a represa de Guarapiranga completa 80 anos, com a pior seca já registrada no manancial.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, concede 6 milhões de cruzados para a Sabesp investir na unidade de processamento de gás metano.

Apesar dos percalços, têm início as seguintes obras: emissário submarino do Guarujá; as obras da captação de água do Sistema Rio do Peixe em Presidente Prudente; os planos para a construção do Sistema Alto Tietê e, a retomada das obras da Estação de Tratamento de Esgotos do ABC.
O tratamento de esgotos triplica na Grande São Paulo.

No processo de debates da Constituição Federal de 1988 e das Constituições Estaduais de 1989 a questão da água assume nova dimensão, passando a incorporar princípios internacionalmente consagrados como por exemplo: a gestão descentralizada, participativa e integrada e, a adoção da bacia hidrográfica como unidade de gestão.

1990 a 1999

O rodízio de abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo em novembro de 1990, refletia a falta de investimentos durante a década anterior.

Em meio à turbulência registrada em todo o país, a Sabesp assina convênios para: despoluição do Rio Tietê e, recuperação da represa de Guarapiranga. O Sistema Alto Tietê é inaugurado.

Ano de 1994: a Sabesp enfrenta uma crise sem precedentes com prejuízos financeiros, imagem pública deteriorada e, a imposição do fornecimento de água intermitente a mais de 5 milhões de pessoas na RMSP.
Em 1995 toma posse o governador Mário Covas. É implantado um novo modelo de gestão para o saneamento no Estado, determinando a mudança na estrutura organizacional da Sabesp.
A Empresa torna-se mais ágil, descentralizada e gerida por Unidades de Negócio.

Transparência e planejamento eram a receita da administração da Nova Sabesp. A Empresa investe na continuidade de obras e no uso racional da água. O Programa Metropolitano de Água é visto com otimismo para acabar com o rodízio de abastecimento na RMSP.

Em 1998, o novo modelo de gestão já proporcionava à Sabesp um lucro de mais de
R$ 500 milhões.
Cai o índice de mortalidade infantil de 26,1% para 18,64 por 1.000 crianças nascidas vivas.
Várias obras de coleta e tratamento de esgotos são entregues em todo o Estado. O Projeto Tietê é retomado e, os laboratórios de controle de água recebem certificação ISO 9002.
A Sabesp anuncia o fim do rodízio de água na RMSP.

Ao final da década, através de Comitês Institucionais, a Sabesp passa a traçar estratégias e planos de trabalho para continuar reforçando a eficácia do novo modelo. Este novo modelo preconiza a eficiência da empresa pública, contrapondo a idéia de privatização que ronda o país, como alternativa para o setor.

2000 a 2003

A Sabesp começa a nova década a espera do bug do milênio não concretizado. As preocupações se concentram na racionalização das despesas , no aumento da receita, nas facilidades ao cliente, no cuidado com o meio ambiente e na preocupação ao combate com o desperdício.
Busca novas alternativas de abastecimento.

A Sabesp apresenta resultados positivos com a reestruturação iniciada em 1995.

Um novo conceito para a comunicação é lançado e o slogan da Sabesp em 2001 passa a ser: "Sabesp é Saúde".

A Universidade Empresarial Sabesp incentiva os empregados à formação técnica e acadêmica.

Registram-se outros fatos importantes em 2000: a inauguração do emissário Pinheiros, as obras de reversão do braço do Taquacetuba para a represa Guarapiranga e, a estação de flotação para o Parque do Ibirapuera.

O Plenário do Congresso Nacional discute o Projeto de Lei 4.147, que trata da regulamentação do saneamento em todo o País. Em 2002, o Novo Mercado se abre para as ações da Sabesp na Bovespa. O governador Geraldo Alckmin anuncia a Segunda fase do Projeto Tietê.

Ao final do ano, o Prêmio Vida demonstra o reconhecimento da Sabesp aos empregados com 10, 15, 20 e 25 anos de trabalho dedicados à Empresa.

Em 2003, a Sabesp comemora seus trinta anos de saneamento, saúde, vidas...

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