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:: Conheça também a exposição "História, Energia e Cotidiano"

Exposição: Usos e Costumes: lixo doméstico no Museu da Energia - Núcleo de Itu

Fragmentos do Cotidiano

A arqueologia dos espaços domésticos permite compreender, através dos fragmentos encontrados no subterrâneo da casa, as atividades cotidianas que ali se realizavam em outras épocas. Através da análise estratigráfica, o arqueólogo consegue fazer algumas datações e tirar algumas conclusões.

I Camada de entulho e restos de construção (séculos XIX e XX)
II Lente de cascalho e areia
III Camada de solo vermelho (aterro)
IV Camada arqueológica (restos de cozinha)
VI Camada de solo compactado arenoso amarelo / laranja
VII Camada de solo vermelho (aterro)
VIII Camada de solo marrom
IX Evidências de esteios


Perfil estratigráfico da sondagem
(ZANETTINI, Paulo Eduardo. Prospecções arqueológicas no quintal do Museu da Energia Itu - São Paulo. São Paulo: 1999. p. 22)

Por exemplo, na segunda e terceira camadas do desenho acima, a areia grossa e a terra vermelha indicam que houve uma regularização do terreno em fins do século XIX.

O formato dessa camada mostra ainda que a primeira cozinha deste sobrado era um anexo ao corpo da casa, o que era comum naquela época.

Um pouco mais abaixo, aparecem as primeiras surpresas: fragmentos de cerâmicas lisas, decoradas e pintadas, telhas, cacos de faiança fina, ossos, restos metálicos, e uma moeda de 1889.

As camadas seguintes são arenosas, finas, amareladas e alaranjadas. Elas indicam que houve no local um piso de terra batida entre o fim do século XVIII e começo do XIX.

Logo abaixo, sob a terra de cor marrom, aparecem indícios da ocupação indígena dessa área. Foram encontrados vestígios de cerâmica tupi-guarani, possivelmente de século XVII. Nessa época, Itu era conhecida como uma aldeia de "boca do sertão", e nada indicava que se tornaria, dois séculos mais tarde, um importante centro econômico e político.

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