
Museu
da Energia - Núcleo de Itu
"Usos
e Costumes: lixo doméstico no Museu da Energia"
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Como os fragmentos arqueológicos nos ajudam a decifrar o cotidiano doméstico de nossos antepassados? Através desta exposição virtual você conhecerá um pouco sobre o que é a arqueologia histórica. As prospecções arqueológicas no quintal do Museu da Energia revelaram uma atividade muito comum antigamente, o lançamento ou enterramento de lixo no quintal. A coleta e a identificação desse lixo são importantes fontes de pesquisa sobre os padrões de consumo e comportamento dos antigos habitantes do local, pois funcionam como fragmentos do cotidiano. Dentre as amostras de lixo, encontramos fragmentos de objetos utilizados no preparo e consumo dos alimentos, louça e ossos de animais. A louça encontrada podia ser de vários tipos: cerâmica regional de diversas decorações e qualidades, faiança portuguesa, faiança inglesa e louça de Macau (que era uma designação genérica dada à louça azul e branca vinda da China, de baixíssima qualidade, feita de pasta grosseira e tão barata que servia de lastro nos navios. Teve sua entrada no Brasil facilitada pela isenção de impostos de produtos vindos de colônias portuguesas de Macau e Goa). A louça de faiança e a de porcelana tiveram importante papel no Brasil colonial e imperial, pois funcionou como indicador de status sócio-econômico. Em fins do século XVIII e ao longo do século XIX transformaram-se em modismo sem precedentes nas cortes européias. Passaram a ser imitadas pela burguesia e pelas camadas mais populares. No Brasil não foi diferente e vários sítios arqueológicos por todo o País confirmam isso. Agradecimentos à Zanettini Arqueologia. Veja
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